Exercícios físicos também são aconselhados pelos especialistas para quem tem hepatite - inflamação no fígado. Além de melhorar a musculatura, ajuda a combater a fadiga e o cansaço.
A aposentada de São Bernardo Maria Aparecida Duarte Barbosa, 61 anos, descobriu há 11 anos que tinha hepatite C. "Foi um baque quando descobri, porque não sentia nada e foi ao fazer exames a pedido do ortopedista que descobri. Mas sei que não vou morrer com a doença e não por conta dela."
Há sete meses Maria frequenta a academia. "Estava com dores no corpo e problemas ortopédicos. Agora tenho mais energia, a musculatura está fortalecida", explica a aposentada, que diz ter a doença estabilizada. "Sinto que ainda há o preconceito. Não tenho vergonha de falar, sempre que vou ao podólogo, dentista."
A dona de casa de São Bernardo Juara Maria Estavori de Melo, 54, descobriu no Japão que sofria do mal. "Fiz tratamento lá e percebi que as pessoas não sabiam muito e havia discriminação. Por isso, resolvi voltar para o Brasil", afirma Juara, que está desde o ano passado no município sendo atendida pela rede pública e há cinco meses na academia. "Antes tinha fadiga e sempre estava cansada. Hoje tenho mais fôlego e a resistência melhorou."
Enfermeira de saúde pública pelo programa de hepatite da Clínica Municipal de Especialidades Médicas, Ana Maria Sotirios Michas ressalta que o número de casos tem aumentado, mas que por ser doença silenciosa, nem todos os casos são identificados.
Ela revela que até o dia 15 de maio 225 pessoas foram diagnosticadas, sendo que no mesmo período de 2010 foram 160. "A tendência é aumentar. Em média, recebemos 40 pacientes por mês."
Ana explica as principais diferenças dos três tipos de hepatite. "A hepatite A tem 99,9% chance de cura, enquanto na do tipo B a chance é de 70% com a vacina e a medicação injetável. Já na C a chance é de 50% com a medicação", afirma a enfermeira.
"Cerca de 50% das pessoas que usam medicamento apresentam bom resultado e zeram a carga viral. Enquanto que alguns casos diminuem e outros continuam do mesmo jeito. Por isso é muito importante que o paciente sempre realize exames para o controle da doença."
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